Não importa o nicho de atuação, a empresa sempre estará exposta a riscos e sujeita a se deparar com eventos que podem prejudicá-la. Compreender isso é o primeiro passo para líderes de negócio atuarem de forma estratégica e inteligente, aplicando métodos, ações e tecnologias que ajudam a mitigar esses eventos.
Neste artigo, explicaremos tudo que é preciso saber sobre a gestão de riscos, desde seu conceito até sua aplicação. Boa leitura!
O que é gerenciamento de riscos?
O gerenciamento de riscos consiste no processo de identificar, mensurar e administrar ameaças que podem impactar um negócio.
O objetivo é minimizar ou eliminar fatores que comprometam a performance e o crescimento sustentável da organização. Com uma gestão estruturada, é possível antecipar problemas, reduzir prejuízos e tomar decisões mais seguras.
Quais são os tipos de riscos?
As empresas estão expostas a diversos tipos de riscos que podem comprometer sua operação. Os principais são:
- Risco financeiro: impacta a saúde financeira do negócio, podendo ser causado por má gestão, falta de liquidez, inadimplência de clientes ou erros que geram custos extras.
- Risco ambiental e social: envolve impactos ao meio ambiente e à segurança dos trabalhadores, como contaminação, exposição a agentes nocivos e riscos biológicos.
- Risco estratégico: afeta a execução das estratégias da empresa, incluindo mudanças no mercado, falhas em fornecedores, problemas em produtos e perda de produtividade.
- Risco de conformidade: relacionado ao não cumprimento de normas e regulamentações, como leis trabalhistas, proteção de dados, fraudes e padrões de qualidade.
- Risco de reputação: ameaças que prejudicam a imagem da empresa, como casos de corrupção, discriminação, maus-tratos a funcionários ou falhas em produtos e serviços.
- Riscos operacionais: fatores que afetam o desempenho da empresa, incluindo falhas de segurança, problemas estruturais, defeitos em máquinas e erros humanos.
Quais são os objetivos da gestão de riscos?
Nenhuma empresa cresce sem enfrentar desafios, a diferença está em como cada uma lida com eles.
Nesse sentido, a gestão de riscos existe para tornar o caminho mais previsível, reduzindo incertezas e criando um ambiente mais seguro para a tomada de decisões. Seus principais objetivos incluem:
- Prevenir perdas e minimizar impactos: identificar riscos com antecedência permite agir antes que eles comprometam a estabilidade do negócio.
- Garantir conformidade e segurança: cumprir normas e regulamentos evita problemas legais e fortalece a credibilidade da empresa.
- Apoiar decisões estratégicas: com uma visão clara dos riscos, as escolhas se tornam mais seguras e sustentáveis.
- Assegurar a continuidade das operações: reduzir vulnerabilidades evita paralisações e melhora a resiliência da organização.
- Otimizar processos e recursos: um ambiente mais controlado reduz desperdícios, falhas e retrabalho, impulsionando a eficiência.
Logo, gerenciar riscos é garantir que a empresa tome decisões fundamentadas e sustentáveis.
Quais são os processos básicos do gerenciamento de riscos?
Gerenciar riscos não significa eliminá-los completamente, mas saber lidar com eles da melhor forma possível. Para isso, existem quatro processos fundamentais que ajudam a manter o controle sobre as ameaças e minimizar impactos.
Cada um desses processos ajuda a transformar riscos em algo gerenciável. O segredo está em encontrar o equilíbrio certo entre prevenção, adaptação e estratégia.
Redução de riscos
Nem todo risco pode ser eliminado, mas muitas ameaças podem ser reduzidas. Melhorar a segurança digital, revisar processos internos, treinar equipes e investir em manutenção preventiva são formas de diminuir a probabilidade de problemas acontecerem.
Compartilhamento de riscos
Dividir responsabilidades pode ser a melhor saída para evitar que um risco afete a empresa sozinha. Parcerias estratégicas, contratos bem elaborados e acordos com fornecedores permitem distribuir os impactos e reduzir a exposição a problemas inesperados.
Transferência de riscos
Quando não há como evitar um risco, uma alternativa é transferi-lo para outra entidade. Empresas fazem isso contratando seguros ou terceirizando certas atividades, garantindo que o impacto financeiro ou operacional seja minimizado.
Aceitação e retenção de riscos
Nem todo risco compensa ser eliminado. Em alguns casos, manter o controle sobre ele pode ser mais vantajoso do que tentar mitigá-lo a qualquer custo. Desse modo, se o impacto for previsível e o custo de prevenção muito alto, a empresa pode decidir assumir o risco e monitorá-lo para agir rapidamente, caso necessário.
Quais são as etapas do gerenciamento de riscos?
Para lidar com ameaças e incertezas de forma estratégica, o gerenciamento de riscos segue cinco etapas fundamentais. Acompanhe!
Identificação dos riscos
O primeiro passo é mapear tudo o que pode comprometer a empresa. Isso inclui falhas operacionais, variações de mercado, problemas com fornecedores e até mudanças regulatórias. Quanto mais detalhado for esse levantamento, mais preciso será o controle dos riscos.
Análise e avaliação
Nem todo risco tem o mesmo impacto. Alguns podem ser contornados com facilidade, enquanto outros exigem atenção imediata. Nessa fase, cada risco é classificado conforme sua gravidade e probabilidade, ajudando a definir quais merecem prioridade.
Definição de estratégias e planos de ação
Depois de avaliar os riscos, é hora de estabelecer a melhor maneira de lidar com eles. Algumas ameaças podem ser reduzidas com mudanças internas, outras podem ser compartilhadas ou transferidas. O importante é ter um plano bem estruturado para o tratamento dos riscos, minimizando impactos.
Implementação das medidas de controle
As estratégias definidas precisam sair do papel. Aqui, são aplicadas medidas como reforço de segurança, treinamentos, revisão de processos ou contratação de seguros. A execução eficiente dessas ações reduz vulnerabilidades e protege a empresa.
Monitoramento e revisão contínua
Riscos mudam com o tempo e a gestão precisa acompanhar essas mudanças. Assim, monitorar indicadores, revisar estratégias e ajustar planos de ação garante que a empresa esteja sempre preparada para novos desafios.
Seguir essas etapas permite que a organização tome decisões mais seguras e evite prejuízos desnecessários, garantindo mais estabilidade e controle sobre o futuro.
Quando o gerenciamento de riscos deve ser aplicado?
O gerenciamento de risco deve ser aplicado no momento exato em que a empresa inicia suas atividades e deve ser praticado em todas as áreas que a compõem. Isso porque, independentemente do nicho de mercado, ela vai se deparar com incertezas e potenciais consequências negativas em algum momento.
Caso a empresa esteja desempenhando suas atividades já há algum tempo, não tem problema. O importante é que os líderes apliquem o gerenciamento o quanto antes para garantir uma visão holística sobre as ameaças que impactam seus próprios negócios.
Mas se não aplicarem o gerenciamento de riscos, é bem provável que, ao ocorrerem eventos prejudiciais, a empresa não saiba como se comportar. E o resultado disso pode ser catastrófico, não só ligado a perdas financeiras, como também à perda de desempenho, credibilidade e reputação.
Lembre-se: empresas que querem garantir a entrega de produtos e serviços de qualidade e se tornarem relevantes no mercado precisam saber quais eventos podem impactar suas operações internas e como atuar diante desses eventos. |
Quais são as limitações e normas de gestão de risco?
A gestão de riscos é uma ferramenta poderosa para proteger empresas contra ameaças, mas não elimina completamente as incertezas. Além disso, sua aplicação precisa seguir diretrizes claras para ser realmente eficaz.
Limitações da gestão de riscos
- Previsibilidade total não existe: nem todos os riscos podem ser previstos ou controlados, especialmente os relacionados a eventos externos, como crises econômicas e mudanças regulatórias abruptas.
- Dependência de dados e análises: estratégias de mitigação são baseadas em informações disponíveis, que podem ser limitadas ou imprecisas. Decisões erradas podem surgir quando não há dados suficientes ou quando as projeções falham.
- Custos e viabilidade: em toda empresa há recursos para aplicar todas as medidas preventivas desejadas. Algumas estratégias podem ser caras ou inviáveis, na prática.
- Resistência organizacional: a gestão de riscos depende do engajamento de todos, e nem sempre há adesão por parte das lideranças ou equipes, dificultando a implementação das ações necessárias.
Principais normas de gestão de riscos
Para garantir que a gestão de riscos seja eficiente e padronizada, existem diretrizes internacionais amplamente reconhecidas:
- ISO 31000: define princípios e diretrizes para a gestão de riscos em qualquer organização, independentemente do setor. Ainda, enfatiza a necessidade de um processo contínuo e estruturado.
- COSO ERM (Enterprise Risk Management): modelo voltado para a integração da gestão de riscos com a estratégia organizacional, ajudando empresas a tomarem decisões alinhadas com seus objetivos de negócios.
- ISO 27005: aplicada especificamente à segurança da informação, essa norma orienta empresas a lidarem com ameaças digitais e ataques cibernéticos.
- Normas regulatórias específicas: dependendo do setor, há regras obrigatórias. Bancos, por exemplo, seguem o Basileia III, enquanto empresas da área da saúde precisam atender à HIPAA e setores financeiros lidam com regulações como SOX (Sarbanes-Oxley).
Mesmo com limitações, a gestão de riscos bem estruturada reduz vulnerabilidades e prepara a empresa para lidar com incertezas de forma mais segura e estratégica.
Como fazer um gerenciamento de riscos?
Aplicar o gerenciamento de riscos envolve uma sequência de etapas que garantem que a empresa esteja preparada para lidar com ameaças e incertezas. O processo começa com o planejamento, segue para a identificação e análise dos riscos, passa pelo tratamento das ameaças e se encerra com o monitoramento e controle.
Abaixo, veja mais detalhes sobre cada uma dessas etapas.
Planejamento do gerenciamento de riscos
Consiste na elaboração de um documento físico ou digital que estabelece como o gerenciamento de riscos será aplicado e como os líderes e colaboradores devem agir diante de possíveis ameaças.
Geralmente, esse documento inclui:
- Pessoas e responsabilidades;
- Regras e diretrizes;
- Metodologias utilizadas;
- Ferramentas e fontes de dados;
- Orçamento destinado ao processo.
Identificação dos riscos
Após o planejamento, os responsáveis devem mapear todos os eventos que podem comprometer a performance e a operação da empresa.
Durante essa etapa, é essencial categorizar os riscos, separando-os em grupos, como financeiro, operacional e estratégico.
Análise e avaliação dos riscos
Aqui, os riscos identificados são analisados para determinar sua probabilidade de ocorrência e seus possíveis impactos. O objetivo é entender quais ameaças exigem mais atenção e quais podem ser monitoradas sem ações imediatas.
Tratamento dos riscos
Com base na análise, é estruturado um plano de ação para lidar com cada risco. Isso pode envolver medidas de mitigação, transferência de responsabilidades ou aceitação do risco, dependendo do seu impacto e da viabilidade das soluções.
Monitoramento e controle
Por fim, as ações implementadas precisam ser acompanhadas para garantir que realmente estejam reduzindo os riscos. Caso necessário, ajustes devem ser feitos para evitar que problemas se repitam.
Essa etapa conta com o uso de relatórios atualizados e ferramentas de análise qualitativa e quantitativa para manter um controle eficiente dos riscos ao longo do tempo.
Seguir esse processo garante que a empresa esteja preparada para lidar com incertezas e tomar decisões mais seguras.
Quais ferramentas utilizar para o gerenciamento de riscos?
Gerenciar riscos exige métodos que ajudem a identificar ameaças, avaliar impactos e definir as melhores ações preventivas. Algumas ferramentas são amplamente utilizadas para estruturar esse processo e tornar a tomada de decisão mais segura. Entre as principais estão:
- Matriz GUT: facilita a priorização dos riscos ao classificá-los por gravidade, urgência e tendência. Isso permite agir rapidamente sobre problemas que podem se agravar.
- Análise Preliminar de Riscos (APR): ajuda a mapear riscos ocupacionais, avaliando ameaças à segurança e à saúde dos trabalhadores, sua origem e a frequência de exposição.
- What If: técnica que cria cenários hipotéticos para prever possíveis impactos e definir estratégias preventivas antes que um problema aconteça.
- PFMEA (Process Failure Mode and Effects Analysis): foca na identificação de falhas em processos, analisando a gravidade dos impactos, a frequência com que ocorrem e a capacidade de detecção antecipada.
Nesse caso, cada ferramenta contribui para um gerenciamento de riscos mais eficiente, permitindo que a empresa antecipe desafios e reduza vulnerabilidades com mais precisão.
Como a tecnologia ajuda a gerenciar riscos do negócio?
Fazendo uma boa gestão, reforçar a segurança de dados, garantir o cumprimento de normas e regras, assegurar a fabricação e entrega de produtos e serviços com qualidade, eliminar erros humanos, garantir a produtividade e o comprometimento da equipe. Todas essas ações são necessárias para a empresa mitigar os riscos, ter uma boa performance e se tornar relevante no mercado.
No entanto, alcançar esses objetivos não é uma tarefa simples. Para atingir essas metas e proteger os negócios, líderes precisam adotar uma mentalidade voltada totalmente para a prevenção de riscos. Não só isso, devem recorrer a tecnologias que ajudam no gerenciamento, na segurança e na melhoria contínua.
Sistema ERP na prevenção de riscos
Existem muitas soluções disponíveis que podem ser utilizadas para esse fim, mas uma que se destaca é, sem dúvida, o ERP (Enterprise Resource Planning).
Esse sistema de gestão integrado é uma tecnologia que garante uma visão global sobre todas as operações, permitindo que os líderes acessem dados e informações confiáveis sobre o seu negócio.
Assim, por meio de relatórios e indicadores podem, por exemplo:
- identificar gargalos;
- avaliar o desempenho das atividades;
- melhorar a tomada de decisão;
- construir um bom planejamento estratégico;
- garantir a conformidade.
Embora empresas estejam sempre expostas a riscos, é possível mitigar as ameaças. Com uma mentalidade voltada para a prevenção e investimentos em tecnologias, como o ERP, fica mais fácil para os líderes simplificarem o gerenciamento de riscos e protegerem seus negócios para garantir o crescimento.
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