Falar das tendências da indústria moveleira é adiantar as decisões que você precisa tomar hoje para não correr atrás do mercado amanhã. Em 2026, o setor já deixou claro que não se trata só de design ou estética, mas de como produzir melhor, vender com mais valor e operar com mais eficiência.
Conhecer esses movimentos ajuda a enxergar onde investir, o que priorizar na produção e como alinhar a indústria ao comportamento do consumidor. E, com um mercado pressionado por custos, mudanças regulatórias e exigências de sustentabilidade, a informação é um ativo estratégico para crescer com consistência.
Neste conteúdo, vamos conectar o que marcou o setor moveleiro em 2025 com o que já está moldando o futuro. Você vai entender como as tendências de mobiliário evoluíram, o que permanece relevante em 2026 e quais padrões apontam os próximos passos da indústria. Vamos em frente?
Quais são as principais tendências da indústria moveleira para 2026?
Quando olhamos para 2026, fica claro que as tendências da indústria moveleira são resultado direto do que o consumidor passou a valorizar nos últimos anos e do que foi preciso ajustar em termos de processo, custo e eficiência.
O móvel deixou de ser só um produto e passou a ser experiência, funcionalidade e significado.
A seguir, você confere os principais movimentos que já estão impactando projetos, linhas de produção e decisões no setor moveleiro.
Biofilia e naturalidade
A valorização da biofilia reflete um consumidor que busca equilíbrio, conforto e conexão com o natural. Madeiras aparentes, fibras orgânicas, tecidos naturais e formas curvas deixam de ser elementos decorativos e passam a comunicar propósito, bem-estar e autenticidade.
Esse movimento é especialmente forte em móveis residenciais, planejados e em linhas de maior valor agregado.
Para a indústria moveleira, é uma tendência que chega com um desafio claro: materiais naturais são menos padronizados.
Eles variam em tonalidade, textura e comportamento, exigindo mais controle na entrada de matéria-prima, melhor relacionamento com fornecedores e critérios mais rígidos de classificação e uso. Sem esse cuidado, o risco de desperdício, retrabalho e inconsistência no produto final aumenta.
Acabamentos naturais e táteis
O avanço dos acabamentos superfoscos e acetinados não acontece por acaso. O consumidor associa essas superfícies a conforto, sofisticação e qualidade superior. No entanto, esse movimento expõe uma realidade industrial importante: acabamentos táteis não perdoam falhas.
Superfícies foscas evidenciam marcas, variações de aplicação, problemas de lixamento e inconsistências de cor, exigindo processos mais controlados, padronização rigorosa e inspeção de qualidade ao longo de toda a produção. A lógica do “corrigir depois” deixa de funcionar.
Do ponto de vista da gestão, essa tendência reforça a necessidade de indicadores confiáveis sobre perdas, retrabalho e tempo de processo. Sem medir esses pontos, a indústria não consegue identificar onde as falhas acontecem nem agir preventivamente, absorvendo custos invisíveis que afetam margem, produtividade e competitividade.
Cores orgânicas e atemporais
As paletas inspiradas na natureza (tons terrosos, verdes naturais e cores profundas) ganham espaço porque dialogam com a longevidade estética. O consumidor quer ambientes que durem mais tempo, sem depender de trocas frequentes motivadas por moda.
Para a indústria, é uma mudança que representa uma oportunidade estratégica. Cores mais atemporais viabilizam ciclos produtivos mais longos, menor risco de obsolescência e melhor previsibilidade de demanda.
Em contrapartida, exigem planejamento de mix, controle de variações e integração entre desenvolvimento de produto, produção e comercial.
Funcionalidade híbrida
A funcionalidade híbrida surge da necessidade do consumidor de usar o mesmo espaço para diferentes atividades.
O móvel passa a concentrar funções, incorporar mecanismos e resolver limitações de espaço, o que agrega valor ao produto ao mesmo tempo em que aumenta a complexidade técnica.
Para a indústria moveleira, o impacto recai sobre a engenharia de produto. Funções adicionais implicam mais componentes, ferragens, mais pontos de falha e mais variações possíveis. Sem uma estrutura bem definida, o risco de erro operacional cresce.
A funcionalidade híbrida também pressiona o planejamento da produção. Pequenas variações geram ordens diferentes, consumos distintos de material e sequências produtivas mais difíceis de organizar.
Personalização
A personalização deixa de ser diferencial e passa a ser expectativa em 2026. O consumidor deseja participar das decisões, adaptar o móvel à sua rotina e fazer escolhas que reflitam o seu estilo de vida. Esse movimento sustenta a força da tendência de móveis planejados e redefine a lógica de valor no setor.
Para a indústria, o desafio está em personalizar sem perder controle. Cada variação gera impacto na estrutura do produto, no consumo de materiais, tempo de produção e custo. Sem integração entre projeto, engenharia, PCP e chão de fábrica, a personalização vira desorganização.
Quando bem estruturada, porém, ela permite reduzir estoque de produto acabado, aumentar margem e fortalecer relacionamento com o cliente. A diferença entre sucesso e problema está na gestão da informação e na capacidade de transformar complexidade em processo.
Longevidade
O consumidor passou a enxergar o móvel como investimento, e não mais como item descartável. O design para longevidade surge como resposta direta a esse comportamento, priorizando produtos atemporais, versáteis e pensados para acompanhar diferentes fases da vida.
Linhas menos datadas, estruturas robustas, ferragens de maior desempenho e acabamentos resistentes ao uso diário são critérios de escolha cada vez mais relevantes.
Projetar para durar exige engenharia mais cuidadosa, seleção criteriosa de componentes e testes de uso mais rigorosos. Ferragens, encaixes e acabamentos passam a ter papel central na percepção de qualidade além de contribuir para a redução da assistência técnica e pós-venda.
Estilos ecléticos
O crescimento de estéticas como afrodecor, casa lúdica e neo déco reflete um consumidor que busca identidade, memória e expressão pessoal nos ambientes.
Elementos ligados à ancestralidade, cores intensas, estampas marcantes, referências vintage e composições maximalistas ganham espaço, rompendo com a ideia de um único padrão estético dominante.
Aqui, o desafio está em traduzir essa diversidade, já que os estilos ecléticos ampliam o número de variações de cor, acabamento e composição, pressionando engenharia, compras e planejamento da produção.
Sem organização, o risco de complexidade excessiva cresce. Com modularidade, padronização de componentes e gestão integrada, essas estéticas podem ser incorporadas como linhas especiais ou variações controladas, agregando valor ao portfólio sem comprometer a eficiência.
Mistura de materiais
A combinação de materiais distintos — madeira com pedra, vidro fosco ou canelado, metal escovado e tecidos técnicos —, também se consolida como uma das principais linguagens do mobiliário contemporâneo.
É uma mistura que criacontraste, sofisticação e sensação de exclusividade, elevando o valor percebido do produto.
Do ponto de vista industrial, a mistura de materiais aumenta a complexidade técnica do móvel. Cada material possui comportamento próprio, exige processos específicos e demanda integração entre diferentes fornecedores.
Como está o mercado de móveis no Brasil?
O setor moveleiro 2025 foi tudo menos simples. Os números mostram um mercado em ajuste, com crescimento em alguns indicadores, retração em outros e, principalmente, menor tolerância ao erro.
Conforme dados do IEMI em parceria com a Abimóvel, a produção brasileira de móveis e colchões acumulou um crescimento de +2,6% em volume no primeiro semestre de 2025, com alta de +7,9% no acumulado de 12 meses.
Em faturamento, o desempenho foi ainda mais expressivo. A receita industrial registrou crescimento de +7,8% no acumulado de 2025 e +13,2% em 12 meses, impulsionada por preços médios mais elevados, ganho de eficiência e mudança no mix de produtos.
Quando projetamos 2026, o cenário permanece desafiador, mas não estagnado. As estimativas indicam um ambiente de crescimento mais moderado, pressionado por juros elevados, crédito restrito, aumento de custos operacionais e mudanças tributárias em fase de preparação.
O Brasil segue como um dos grandes players globais, com polos industriais consolidados, como o polo moveleiro do Rio Grande do Sul, que concentra empresas tecnicamente maduras, com forte investimento em tecnologia, design e gestão.
O mercado de móveis no Brasil entra em 2026 menos movido por volume e mais guiado por eficiência operacional, inteligência de gestão e capacidade de gerar valor real. É nesse novo equilíbrio que fabricantes e lojistas precisam se posicionar para crescer de forma sustentável.
Como a sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar regra?
Durante muito tempo, a sustentabilidade foi tratada como um atributo de marketing. Algo que diferenciava algumas marcas, mas que não interferia diretamente na decisão de compra da maioria dos clientes.
Esse cenário mudou e, em 2026, as práticas sustentáveis passaram a ser critério básico de permanência no mercado, tanto pela pressão do consumidor quanto pelo avanço das exigências legais, fiscais e comerciais que impactam a indústria moveleira.
O consumidor está mais informado e exigente. Ele observa a origem da matéria-prima, questiona processos produtivos e valoriza as empresas que demonstram responsabilidade ambiental.
Ao mesmo tempo, grandes compradores, redes varejistas, construtoras e mercados internacionais passaram a exigir comprovação de práticas sustentáveis, rastreabilidade de materiais e conformidade com normas ambientais.
Para a indústria moveleira, a sustentabilidade passou a estar diretamente ligada à eficiência operacional:
- Redução de desperdício de matéria-prima;
- Melhor aproveitamento de chapas;
- Otimização do plano de corte;
- Controle de sobras;
- Diminuição de retrabalho;
- Uso mais racional de energia e insumos.
Quem entende essa mudança e organiza processos, dados e decisões em torno desse novo padrão consegue atender às exigências do mercado e operar melhor, com mais previsibilidade e resultados.
Das tendências à gestão: como transformar cenário em resultado
As tendências da indústria moveleira mostram que 2026 não é um ano de ruptura, mas de consolidação.
Biofilia, acabamentos táteis, cores atemporais, funcionalidade híbrida, personalização, design para longevidade e mistura de materiais apontam para um mesmo caminho: mais valor agregado, mais complexidade produtiva e menos espaço para improviso.
Ao mesmo tempo, o cenário do mercado brasileiro reforça que crescer passa menos por volume e mais por eficiência, controle e inteligência de gestão.
O FoccoERP foi desenvolvido para lidar com essa complexidade específica do setor moveleiro, integrando engenharia, produção, estoque, comercial e financeiro em um único fluxo de informação confiável.
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- Integração com engenharia;
- Controle de produção;
- WMS;
- Gestão de estoques;
- CRM;
- Atendimento às exigências da ISO;
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