A cadeia de suprimentos tem passado por muitas transformações ao longo dos anos, seja por conta da globalização, de avanços tecnológicos ou de mudanças no comportamento do consumidor. Então, quem trabalha no segmento precisa ficar atento às tendências para supply chain.
Neste artigo, vamos apresentar as principais tendências para supply chain, detalhar modelos de cadeia e trazer dicas para uma gestão pautada em qualidade.
Quais são as principais tendências para supply chain?
O ambiente atual da cadeia de suprimentos é caracterizado por rápida evolução e complexidade. Entre as principais tendências para supply chain destacam-se:
Digitalização e Indústria 4.0
A digitalização e a Indústria 4.0 representam uma das mudanças mais significativas para a cadeia de suprimentos, pois trouxeram tecnologias como:
- Inteligência Artificial (IA): máquinas e sistemas que usam grandes volumes de dados para realizar tarefas que normalmente exigem inteligência humana, como prever demanda, otimizar rotas de entrega e ajustar níveis de estoque em tempo real;
- Internet das Coisas (IoT): conecta dispositivos e máquinas à internet para coletar e compartilhar dados em tempo real, que são usados para monitoramento remoto e otimização de processos;
- Machine Learning: utiliza algoritmos para aprender com dados e melhorar seus resultados ao longo do tempo, sem a necessidade de programação explícita;
- Blockchain: garantia de segurança e transparência das informações através de um sistema de registros descentralizados, útil para rastrear transações e validar dados de forma segura e imutável.
Estamos falando de ferramentas que geram maior visibilidade de ponta a ponta para a operação, de forma que os problemas podem ser identificados antes que impactem a produção ou a entrega.
Sustentabilidade
A sustentabilidade também entra em foco, especialmente pela crescente pressão de órgãos reguladores, consumidores e parceiros comerciais. Esses atores têm levado as empresas a implementar práticas de supply chain verde.
Entre os objetivos, estão:
- Redução de emissões de carbono;
- Uso de materiais recicláveis;
- Otimização de transporte para diminuir o impacto ambiental.
Um supply chain que se encaixa na categoria de sustentável contribui para a preservação do meio ambiente, fortalece a reputação da empresa e melhora a percepção do cliente sobre a marca.
Resiliência
A resiliência entrou nas tendências para supply chain após eventos globais como a pandemia e crises econômicas. Esses acontecimentos levaram grandes varejistas e indústrias a exigir planos de continuidade mais sólidos dos parceiros a fim de manter a operação mesmo diante de interrupções.
O foco aqui passou a ser:
- Diversificação da base de fornecedores;
- Gestão de estoques de itens críticos;
- Definição de planos de contingência robustos.
Automação de processos
As automações são tendências para supply chain que garantem mais previsibilidade e competitividade. Robôs, sistemas de armazenamento automatizados e softwares avançados de planejamento e gestão podem assumir tarefas repetitivas. Como resultado, a empresa consegue:
- Reduzir o tempo de execução;
- Minimizar erros humanos;
- Aumentar a produtividade.
A automação integrada à análise de dados também disponibiliza informações atualizadas em tempo real. Ou seja, os gestores passam a ser capazes de tomar decisões ágeis, ajustar rapidamente os estoques e responder às demandas.
Colaboração e integração
O compartilhamento de informações entre fornecedores, transportadoras e clientes leva a um planejamento mais integrado, evita duplicidade de esforços e melhora a coordenação. Por meio de sistemas integrados, todos os participantes do ciclo têm acesso a dados atualizados, como níveis de estoque, previsões de demanda e status de entrega.
Os maiores ganhos nesse contexto são:
- Comunicação transparente;
- Redução de gargalos;
- Antecipação de problemas.
Big data e analytics
O uso de big data e analytics permite transformar grandes volumes de informações em insights estratégicos. Ao analisar dados de consumo, transporte, estoque e produção, por exemplo, as empresas conseguem:
- Prever tendências de demanda que antes eram difíceis;
- Otimizar rotas logísticas;
- Reduzir custos operacionais;
- Melhorar a experiência do cliente.
Outro ponto importante é que a análise avançada de dados torna a operação mais proativa. De que forma? Os gestores passam a antecipar cenários, identificar riscos com antecedência e direcionar investimentos de forma mais inteligente.
Foco na experiência do cliente
Quando a operação consegue atender a requisitos como entregas rápidas ou no tempo combinado, a empresa tem os seguintes ganhos:
- Transmite confiança;
- Aumenta a satisfação;
- Melhora a fidelização;
- Fortalece sua competitividade;
- Reduz atritos em toda a jornada de compra.
Para proporcionar isso ao público, é necessário ajustar processos internos, integrar sistemas e melhorar a comunicação entre logística, vendas e atendimento.
Quais são os modelos de supply chain?
A escolha do modelo de supply chain adequado depende do perfil da empresa, do tipo de produto e das necessidades do mercado. Entre os principais modelos, destacam-se Lean, Ágil, Híbrido e Global.
Modelo Lean
O modelo Lean, também conhecido como cadeia enxuta, busca eliminar desperdícios e maximizar a eficiência. Nesse modelo, a produção é puxada pela demanda real, a fim de evitar excessos de estoque e custos desnecessários.
Empresas que utilizam o Lean organizam seus processos para otimizar recursos e reduzir etapas que não agregam valor. No supply chain, um exemplo prático é o Just in Time (JIT), onde as entregas de materiais são feitas conforme a demanda real.
Modelo Ágil
O modelo Ágil é voltado para empresas que lidam com produtos de demanda imprevisível ou altamente inovadores. Aqui, prioriza-se flexibilidade, pois ele permite modificar rapidamente planos, processos ou produtos para se adaptar a novas informações ou mudanças no mercado.
Isso é feito por meio de ciclos curtos de desenvolvimento e feedback contínuo. Esses fluxos favorecem uma comunicação constante com fornecedores e clientes, bem como a maior capacidade de personalização de serviços e produtos conforme mudanças nas preferências e condições do mercado.
Modelo Híbrido
O modelo Híbrido combina elementos do Lean e do Ágil. Nesse formato, produtos de alta demanda e previsíveis seguem a abordagem enxuta, enquanto produtos com demanda variável recebem atenção ágil, com estoques estratégicos e respostas rápidas a alterações do mercado.
Essa combinação permite que as empresas diversifiquem seu portfólio para equilibrar controle de custos e capacidade de adaptação.
Modelo Global
O modelo Global integra tecnologias avançadas para monitoramento e controle, e se aplica a empresas que operam em múltiplos países ou regiões. Essa estratégia exige, no entanto, coordenação complexa entre fornecedores internacionais, logística e regulamentos locais para que as operações sejam fluidas.
E não é para menos: o modelo depende fortemente da capacidade de adaptação, já que as empresas precisam ajustar suas abordagens a diferentes mercados, culturas e comportamentos de consumo.
Quais são as 7 dicas de como gerir o supply chain?
Para se adaptar às tendências para supply chain, as empresas precisam seguir algumas etapas importantes:
1. Invista em tecnologia
Sistemas integrados, softwares de rastreamento e inteligência artificial permitem monitorar processos em tempo real, otimizar rotas, reduzir erros e melhorar a comunicação entre todos os elos da cadeia.
São recursos que trazem uma visão mais holística do ambiente para tomadas de decisão com foco em dados, em atividades como a previsão de demandas futuras e ajustes de produção e estoques.
2. Monitore indicadores de desempenho
O acompanhamento constante de indicadores de desempenho é necessário para identificar falhas e oportunidades de melhoria. Aqui, KPIs como tempo de ciclo, nível de serviço ao cliente, precisão de inventário e taxa de devolução são os mais importantes.
Outra vantagem de uma análise de indicadores é poder planejar estratégias de longo prazo, já que é possível identificar padrões e tendências de compra nos dados.
3. Fortaleça parcerias com fornecedores
Manter relacionamentos sólidos com fornecedores permite negociações mais vantajosas, troca de informações em tempo real e respostas mais rápidas aos pedidos dos clientes.
Paralelamente, fortalecer parcerias também favorece a inovação conjunta e o compartilhamento de boas práticas, já que fornecedores alinhados com os objetivos da empresa podem colaborar para melhorar processos, desenvolver produtos ou serviços inovadores.
4. Planeje-se para contingências
Ter planos de contingência permite que a empresa lide melhor com imprevistos, tipo atrasos de transporte, falhas de fornecedores ou crises econômicas. Alguns desses planos, envolvem:
- Manutenção de estoques estratégicos;
- Alternativas de logística;
- Estratégias de redistribuição de recursos.
Também vale dizer que o planejamento para contingências pode aumentar a resiliência do supply chain e a confiança dos clientes porque dá à empresa o poder de reagir com velocidade a mudanças ou crises externas. Dessa forma, o negócio consegue minimizar os efeitos de fatores negativos e se torna mais preparado para as adversidades.
5. Reduza desperdícios
Os princípios de Lean e práticas de otimização ajudam a minimizar desperdícios em produção, transporte e armazenagem. Algumas formas que isso ocorre são por meio de fluxos reestruturados, estoques sem excessos e melhor planejamento de rotas e cargas.
Essa redução de perdas contribui para:
- Continuidade da operação, com processos enxutos que aumentam a produtividade;
- Melhor qualidade dos produtos;
- Melhor atendimento às demandas do cliente;
- Eficiência energética e menor impacto ambiental.
6. Capacite sua equipe
O treinamento contínuo dos colaboradores garante que todos compreendam os processos para identificar gargalos, utilizem tecnologias de forma correta para propor melhorias e estejam preparados para responder rapidamente a problemas em toda a cadeia de suprimentos.
Para isso acontecer, a abordagem deve envolver simulações de cenários reais que ensinem como reagir adequadamente às situações mais desafiadoras. Simultaneamente, organize programas de capacitação sobre as funções das ferramentas.
7. Foque na experiência do cliente
Toda decisão na gestão da cadeia de suprimentos deve considerar o impacto no cliente. Entregas rápidas, rastreáveis e confiáveis, bem como produtos de qualidade, são fatores que determinam a satisfação e fidelização.
Ao compreender as necessidades do cliente, é possível ajustar processos internos para antecipar demandas, reduzir erros e melhorar a comunicação. Esses ajustes podem ser feitos por meio de uma análise constante dos indicadores de desempenho.
Quais são os principais indicadores de supply chain?
Vimos que os indicadores de desempenho são fundamentais para identificar oportunidades de melhoria. Mas afinal, o que é necessário acompanhar?
- Tempo de ciclo do pedido: avalia a rapidez com que um pedido é atendido;
- Nível de serviço ao cliente: mede a capacidade de cumprir prazos e entregas completas;
- Custo total da cadeia de suprimentos: permite identificar oportunidades de economia sem comprometer a qualidade. Envolve transporte, armazenagem, produção e demais despesas operacionais;
- Precisão do inventário: garante registros correspondentes ao estoque físico, evitando rupturas e excessos;
- Taxa de retorno de produtos: avalia falhas de qualidade ou logística;
- Utilização de capacidade: analisa se recursos como armazéns e transportes estão sendo empregados de maneira eficiente;
- Rotatividade de estoque: avalia a frequência de renovação do inventário para prevenir obsolescência e excesso de produtos.
A gestão da cadeia de suprimentos deve ser feita com sabedoria e foco nas tendências para supply chain. Ao investir em soluções inovadoras, sua empresa cria um ambiente mais conectado, ágil e preparado para se adaptar rapidamente às mudanças do mercado. As tecnologias certas, no fim, não só permitem maior visibilidade e controle, mas também abrem espaço para tomadas de decisão mais embasadas.
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